‘A parte que falta’ é dinheiro?

‘A parte que falta’ é dinheiro?

Na semana passada um vídeo da vlogueira Jout Jout fez bastante sucesso nas redes sociais. Ali ela narra o livro infantil ‘A parte que falta’, de Shel Silverstein.

Para quem não viu, deixo aqui o link.

O livro fala sobre incompletude em meio a várias metáforas.

Em um certo momento traz a tona uma das belezas da incompletude, que é a de fazer com que a gente contemple e aprecie o que existe ao nosso redor.

Se fôssemos completos não haveria porque olhar para o lado!

Mas é claro que não demoraram a surgir memes na internet.

Muita gente fez brincadeira com o dinheiro sobre ser a parte que realmente falta.

 

Brincadeira aceita. Até porque muitas vezes é mesmo caso: quando falamos de fome e das necessidades que nos colocam em estado de escassez e esgotamento cognitivo.

Mas muitas vezes não é, e o consumo pelo consumo passa a ser utilizado por nós para preencher a tal da parte que falta.

Assim, além de não perceber ela, a gente acaba sem ver ‘as borboletas pelo caminho‘.

Dito isto, percebi no sucesso dessa história a oportunidade de esclarecer um ponto importante sobre o trabalho de quem propõem refletir sobre dinheiro.

Uma reflexão que muitas vezes é entendida como um ato punitivo e castrador, quando na verdade deveria despertar a percepção da beleza de ser incompleto e de ver as tais borboletas por aí.

Beleza que muitas vezes a gente tapa em ritmo frenético para evitar sentir qualquer dor.

Mas… falando em consumo, adivinha que livro foi parar na lista dos mais vendidos essa semana?

9 de março de 2018

1 repostas em "'A parte que falta' é dinheiro?"

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