7 dicas para declarar imposto de renda!

7 dicas para declarar imposto de renda!

Está chegando o prazo final para declarar imposto de renda .

Como costumamos deixar essas coisas para a última hora, acho que é a hora ideal para postar sobre o assunto.

Vamos começar pela decisão mais básica e importante a ser tomada, que vai ser o tipo de declaração que irá fazer: Simplificada ou Completa.

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Infelizmente o leão não é um dócil gatinho e não foi por acaso que tive um cômico ato falho na semana passada. Troquei Declaração Completa por Declaração Complexa.

Complexa, cansativa, maçante, não tem escapatória e, de um jeito ou de outro, tem de ser feito.

Então vamos a alguns tópicos importantes.

 

  1. Saiba a diferença entre a declaração simples e a declaração completa.

O tipo de declaração que você fizer vai definir a base de calculo do seu imposto.

Para a declaração completa, alguns gastos que você faz durante o ano são considerados dedutíveis.

Tradução de “dedutíveis”: Se você usou uma parte do seu dinheiro para determinados gastos, não precisa pagar imposto sobre ela.

A Receita vai fazer cálculos como se você tivesse recebido menos durante o ano. Ela vai deduzir esses gastos.

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Mas existem limites que se pode abater por tipo de gastos.

Por exemplo, para educação o limite é de R$3561,50 por ano (em 2016, quando foi escrito este texto).

O que a declaração simplificada faz é deixar esses cálculos de lado e assumir que as deduções correspondem a 20% da sua renda.

Por isso, o seu primeiro passo é analisar os limites e avaliar se as suas deduções somam mais ou menos do que 20% do ganho sobre o qual deve pagar o imposto.

 

2. Não existe limite de dedução para despesas médicas. E isso inclui muita coisa. Aproveite.

Não é só o plano de saúde ou os honorários médicos que entram ai.

São muitas as despesas que podemos esquecer nesse contingente.

Bons exemplos são os fisioterapeutas, dentistas, laboratórios, psicólogos e aparelhos ortopédicos.

Costumo salientar as deduções com psicólogos, já que as terapias costumam requerer um investimento continuo de tempo e dinheiro e, ao final do ano, essa soma pode ser relevante.

 

3. Declarar imóveis corretamente pode significar mais dinheiro amanha.

 

Imóveis devem ser declarados pelo valor que foram comprados. No momento da venda será cobrado imposto sobre o lucro, que é a diferença entre valor de venda e valor de compra.

Esses dados serão naturalmente cruzados e verificados pela Receita.

Para diminuir o lucro da operação e reduzir o valor do imposto a ser pago no momento da venda, o que deve ser feito é declarar as benfeitorias feitas no imóvel e guardar notas fiscais destes serviços até o momento da venda, quando poderá ser questionado.

Tenha uma pasta, física ou virtual, para guardar estes documentos.

 

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Outra orientação importante vai para aqueles que têm imóveis financiados.

Estes não devem ser declarados com o valor total em patrimônio e nem como divida. A maneira correta de declarar é somando o valor pago pelo financiamento ao longo de cada ano. Com isso você tem a vantagem de incluir os juros no valor da compra e reduzir impostos ao vender.

 

4. Declare prejuízos realizados acumulados

Se quando você ganha dinheiro você paga para o governo, quando você perde você recebe dele?

Calma, não é bem assim. Mas em alguns casos, se você tiver prejuízo, pode reduzir o imposto que vai pagar pelo lucro que tiver em alguns investimentos nos anos seguintes. Portanto, se tiver resgatado dinheiro de algum fundo com prejuízo, registre.

5. Aproveite para refletir sobre planejamento sucessório e doações entre gerações

Uma dúvida comum acontece quando falamos de Imposto de Renda nas doações entre as gerações da família.

Nesse caso, não recai imposto de renda se não existe ganho de capital.

O imposto que recai nesse caso é o ITCMD (imposto de transmissão causa mortis e doação).

Trata-se do  imposto quer poderia recair sobre herança no momento de falecimento, mas vai recair sobre a doação se a transmissão for antecipada.

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A propósito, você sabia que antecipar um planejamento sucessório pode gerar economias e te livrar de algumas dores de cabeça futuras?

 

6. Doe para causas nas quais acredita em entidades com incentivo fiscal

Parte do seu imposto apurado pode ser destinada a doação.

Se você já se planejou e doou no ano passado, esse valor é de 6% do total devido.

Caso não tenha se planejado, a doação fica restrita aos fundos da criança e do adolescente e limita-se a 3%.

Se você tem mostrado insatisfação com o destino que é dado ao dinheiro dos seus impostos, essa é uma boa alternativa ao seu alcance.

7. Inverta a ordem das coisas

Ao invés de decidir qual declaração de imposto você vai fazer com base nos seus gastos, investimentos e doações, você já poderia ter levado em conta as regras de imposto ao tomar as suas decisões no ano passado.

Pense na declaração do ano seguinte e em como pode utilizá-la a seu favor!

 

 

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